Prestação de contas aponta melhorias nos indicadores de Saúde em Mossoró

Dados foram revelados pela diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Joaniza Vale, nesta quinta, 5, na Câmara de Mossoró.

Foto: Edilberto Barros/CMM
Foto: Edilberto Barros/CMM

Da Assessoria/CMM

A taxa de mortalidade infantil em Mossoró caiu de 17.0 em 2017 para 7.7 em 2019. O dado foi apresentado na audiência pública para prestação de contas da Saúde Municipal dos primeiros quatro meses de 2019, nesta quinta-feira (5), na Câmara Municipal de Mossoró.

"Esse é um resultado expressivo, porque a taxa de mortalidade infantil é o principal indicativo quando se avalia se um município investe bem em Atenção Básica", comenta a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Joaniza Vale, que conduziu a apresentação.

A meta, segundo ela, é continuar a reduzir a taxa para que Mossoró recupere o Selo Unicef. "Todas as secretarias estão trabalhando para esse objetivo. Até porque, quando um município tem o selo Unicef, recebe mais investimentos do Ministério da Saúde", diz.

Em relação à dengue, Zika, chikungunya e outras arboviroses, o Índice de Infestação Predial (risco do mosquito Aedes aegypti) caiu de 13% em 2017 para 4,3% em 2019. E a taxa de visitas aos imóveis é 91% - superior à taxa compactuada pelo Ministério da Saúde (80%).

A taxa de mortalidade de pessoas entre 30 a 69 anos por câncer, diabetes e doenças do aparelho circulatório também caiu. "Já foi de 321 para cada 100 mil habitantes, e hoje está em 80,34", informa Joaniza Vale, ao estimular atividade física e alimentação saudável como prevenção.

Alerta

Além de indicadores, a audiência pública apresentou aspectos da saúde do Município. Joaniza Vale, que substituiu na reunião a secretária Saudade Azevedo (em reunião no Governo do Estado), advertiu para o aumento do adoecimento por transtornos mentais.

"Tem chamado atenção. Já existe orientação de reconhecimento nas escolas de crianças que já apresentam sintomas para que seja possível iniciar tratamento", informa, ao alertar também para a falta de médicos em oito equipes da Atenção Básica devido à dificuldade de contratação.

"Não é fácil contratar médicos daqui para a Atenção Básica. O caminho é o programa Médicos pelo Brasil (antigo Mais Médicos). Estamos pedindo ao Ministério da Saúde ampliação de mais 10 equipes para Mossoró", diz.

Números

Outros dados apresentados na audiência pública: 1 milhão e 600 mil procedimentos realizados pela Secretaria Municipal de Saúde entre janeiro e abril deste ano; R$ 35,9 milhões de despesa com pessoal e R$ 228 mil de gasto com aluguel de 27 veículos no mesmo período.

Participação

Pronunciaram-se na audiência pública o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Gilberto Pedro, e os vereadores Izabel Montenegro, Ozaniel Mesquita, Aline Couto, Raério, Rondinelli Carlos, Maria das Malhas, Alex Moacir, Sandra Rosado, Alex do Frango e Genilson Alves. Outros parlamentares também estiveram presentes à reunião.

A audiência pública é realizada por força da Lei 141/12, que determina que o Município tem que prestar a contas da Saúde a cada quatro meses.