Ex-secretário de Segurança de Mossoró defende uso da “espada” para recolocar “o Brasil no rumo certo”

Postagem do general Eliéser Girão ganhou repercussão nacional, com destaque no Portal Brasil 247.

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

O general da reserva e ex-secretário de Segurança de Mossoró, Eliéser Girão Monteiro, defendeu, na última sexta-feira, 11, o uso da espada para recolocar "o Brasil no rumo certo, à direita".

"A espada do Oficial deve ser usada em defesa da Pátria e da honra. Assim o fizemos no passado, fazemos no presente e o faremos no futuro. Nesse momento difícil de nossa história esse uso volta a ser necessário para recolocarmos o Brasil no Rumo certo, à direita. BRASIL!!!", escreveu ele em sua conta no twitter.

Girão é filiado ao mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e chegou a ser cogitado para disputar o Governo do Rio Grande do Norte. Atualmente, seus apoiadores o apresentam como pré-candidato a deputado federal.

O post do general, que até a tarde desta segunda, 14, já contabilizava quase 1,3 mil retweets e aproximadamente 3,3 mil curtidas, veio um dia após documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontarem a autorização do governo do general Emílio Médici (1969-1974) para militares do Centro de Informações do Exército (CIE) assassinarem pelo menos 104 brasileiros. O seu sucessor Ernesto Geisel também autorizou a continuação dos homicídios de cidadão considerados 'subversivos perigosos'.

A cada novo crime seria analisado e autorizado pelo general João Figueiredo, indicado de Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI). A revelação foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor (leia mais aqui).

Não é a primeira vez que militares defendem intervenção. Em abril deste ano, o general da reserva Luiz Augusto Schroeder Lessa afirmou que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venha a disputar a eleição presidencial, o País deveria passar novamente por uma intervenção militar.

No ano passado, o general Antonio Hamilton Mourão também admitiu a possibilidade de uma intervenção militar no país em função da crise institucional e política.

Com informações do Portal Brasil 247